sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Imperatriz: UFMA tem novos números de telefone



O novo sistema telefônico do Campus facilitou as ligações e reduziu os custos


O Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da UFMA interligou a rede de telefones do Campus de Imperatriz com o Campus do Bacanga (São Luís). Antes, as ligações feitas de um campus para o outro era interurbana (código + DDD + número do telefone). Com o novo sistema a ligação é direta, é necessário discar apenas o ramal (os quatros últimos números do telefone) do outro campus.

Elton da Rocha, suporte técnico do NTI do Campus de Imperatriz, ressalta a importância dessa integração entre o Campus de São Luís e o Campus II. “Sempre existiu a necessidade de entrar em contato com os departamentos da UFMA de São Luís. Esse novo sistema serviu para facilitar as ligações e diminuir os custos. Economizamos 53% da tarifa de telefonia, antes tínhamos só uma linha telefônica para fazer ligações interurbanas, agora em qualquer departamento do campus a ligação pode ser feita”, comenta.

Seguem os telefones do Campus de Imperatriz:

(99) 3221-7600 – Fax
(99) 3221-7601 – Recepção
(99) 3221-7607 – Coordenação de Ciências Contábeis
(99) 3221-7608 – Assistência Pedagógica
(99) 3221-7610 – Coordenação de Pedagogia
(99) 3221-7613 – Núcleo de Educação à Distância-NEAD
(99) 3221-7615 – Biblioteca
(99) 3221-7616 – Coordenação de Direito
(99) 3221-7625 – Coordenação de Jornalismo e Núcleo da Assessoria de Comunicação em Imperatriz-ASCOM
(99) 3221-7630 – Coordenação de Enfermagem e Engenharia de Alimentos




Revisão de texto: Carla Morais

Lugar: ASCOM/UFMA – Núcleo Imperatriz
Fonte: Pollyana Galvão
Notícia alterada em: 16/09/2010 16h52

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

DRÁUZIO VARELA REPRESENTA INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS????


From: hildersonalves@hotmail.com
Subject: LEIA CRÔNICA SOBRE A REPORTAGEM DO FANTASTICO
Date: Wed, 15 Sep 2010 18:20:00 +0300







PASSSSSSSSSSME!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O NORDESTE É A ÁFRICA???

DRÁUZIO VARELA REPRESENTA INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS????

Assistindo a serie sobre fitoterápicos do Médico Dráuzio Varela no Fantástico logo me reportei ao filme Jardineiro Fiel, onde indústrias farmacêuticas investiram alto na mídia com a finalidade de derrubar qualquer outro concorrente que venha diminuir suas vendas. Lógico para tanto essas indústrias precisam encontrar alguém que se venda de forma rápida e que tenha um grande canal de divulgação. ‘Sopa no Mel’.

É fato que a globo é o maior canal de divulgação da America latina e o horário nobre, no caso fantástico, engloba o maior numero de telespectadores, onde um médico especialista em escrever livros primários sobre algumas patologias como o guia prático sobre hipertensão e diabetes, câncer, envelhecimento, obesidade e diabetes, que estão à venda em revistinhas das Indústrias Brasileiras de Cosméticos, as quais também investem em tal literatura, sente-se o ‘papa’ da medicina e critica sem nenhum escrúpulo anos e anos de pesquisas de movimentos reconhecidos a nível mundial como a Pastoral da Igreja Católica.

É engraçado como o Médico chega a regiões carentes do nordeste Brasileiro, assim como as indústrias farmacêuticas chegaram à África, amigo, sorridente, prometendo mundos e fundos até que o nativo abra sua porta alegre para depois atacar. Essa postura nos parece no mínimo canalha, porque não mostrar o que realmente quer ao chegar? Eu respondo! Porque é mais fácil criticar e julgar sem esforço nenhum já que o repórter é imexível e julga os centros de pesquisa do sul do país mais importante que do norte e nordeste.

Outra pergunta que não quer calar é: porque ao mostrar as cidades abordadas pelo programa, só aparece a região pobre? Imperatriz é um dos maiores PIB do Maranhão e não tem só um hospital que faça atendimento ao SUS, a cidade tem nove hospitais dos quais cinco fazem atendimento ao SUS e uma estrutura direcionada a saúde mental, CAP’S que vem se tornando referencia para outras cidades e estados. Quanto ao índice de analfabetismo divulgado, seria bom outra fonte de pesquisa mais fundamentada, pois Imperatriz é pólo Universitário com sete faculdades incluindo a Estadual e a Federal. Seria muito bom um retratamento do Fantástico sobre a figura exposta dos profissionais e das cidades em questão.

Gostaria também de saber, porque alunos de Universidades do Sul do País são mais competentes em suas amostragens que da região Norte? Que tipo de amostragem é feita com um único rato e única coleta? Um Médico respeitado deveria saber que amostragens científicas são feitas de forma bem diferente.

Repense, PASME, como diria o médico, a própria globo há anos atrás divulgou a importância da graviola no tratamento do câncer no globo repórter.

PASSSSSSSSSSSSSSME!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

CONVOCAÇÃO






CONVOCAMOS TODA A SOCIEDADE ORGANIZADA DE IMPERATRIZ, PARA PARTICIPAREM DE UMA MANIFESTAÇÃO DE REPÚDIO A REPORTAGEM DA REDE DE TELEVISÃO GLOBO QUE DENEGRIU A IMAGEM DE IMPERATRIZ E TODO O SEU CORPO DOCENTE E DISCENTE, EM VIRTUDE DAS FALSAS COLOCAÇÕES QUE O DR.DRÁUZIO VARELA MENCIONOU NA REPORTAGEM EM NÍVEL NACIONAL E MUNDIAL, COLOCANDO IMPERATRIZ A POPULAÇÃO DA CIDADE COM OS SEGUINTES ÍNDICES: MAIS DA METADE É POBRE. E 26% SÃO ANALFABETAS”, ELE SÓ ESQUECEU DE REVELAR A FONTE QUE ELE UTILIZOU PARA AFIRMAR QUE EM IMPERATRIZ 26% DOS MORADORES SÃO ANALFABETOS. O MESMO, USOU DE MÁ FÉ O ESTUDO DE 10 ANOS DO PROFESSOR FRAZÃO, ONDE TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA TEM CONHECIMENTO
DESSA FORMA, PERCEBEMOS AR DE SUPERIORIDADE EM SUA FALA E MAIS UMA VEZ A CIDADE, O PROFESSOR E OS ÓRGÃOS PÚBLICOS CITADOS NA REFERIDA REPORTAGEM FICARAM COM SUA IMAGEM ABALADA NACIONALMENTE. AGORA É A VEZ DE DAR RESPOSTA A ESSAS ATITUDES, VENHA SE MANIFESTAR, ESSA É A CHANCE. PARTICIPE CONOSCO DESSE ATO DE DEFESA DA NOSSA CIDADE DA NOSSA POPULAÇÃO DA NOSSA MORAL,IMPERATRIZ NÃO PODE CALAR.
LOCAL: PRAÇA DE FÁTIMA
DIA: QUARTA FEIRA 15/09/2010
HORÁRIO: 16:00

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

MEC cria comitê para supervisionar “Enem” de professores



A primeira edição do concurso nacional será em 2011, destinada a quem deseja trabalhar com alunos dos primeiros anos do ensino fundamental e da educação infantil.

Foi criado na última quinta-feira (2) o Comitê de Governança do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. O órgão acompanhará a elaboração e aplicação da prova, que servirá como processo seletivo dos professores para as escolas da rede pública. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União o comitê será o órgão do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) responsável pelo exame.

A criação da prova foi no dia 24 de maio. Ela funcionará como um concurso nacional para seleção de professores das redes públicas. A primeira edição será em 2011, destinada a quem deseja trabalhar com alunos dos primeiros anos do ensino fundamental e da educação infantil.

As secretarias estaduais e municipais de Educação poderão escolher se usam ou não a nota do novo exame em seus processos seletivos. Além disso os professores poderão usar a nota em diversos concursos.

O objetivo da prova é ajudar as redes a selecionar seus professores. O exame também servirá para diagnosticar os conhecimentos, competências e habilidades dos futuros professores e assim subsidiar as políticas públicas de formação continuada.

Escolha dos temas abordados

Os temas cobrados no exame foram escolhidos com ajuda da opinião pública. Uma semana antes da criação oficial do exame, o Inep abriu um espaço em seu site para que qualquer pessoa sugerisse quais seriam os conhecimentos que um professor de educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental deveria ter no momento do ingresso na carreira. O sistema ficou aberto do dia 19 ao dia 30 de junho.

As sugestões estão sendo analisadas por uma equipe técnica do Inep com especialistas de cada área e devem integrar a matriz que será usada para a elaboração das questões do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente.

notícia postada no http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20100902100501&cat=educacao&keys=mec-cria-comite-supervisionar-enem-professores
Lugar: Campus do Bacanga
Fonte: Ascom UFMA/Site MEC
Notícia alterada em: 06/09/2010 10h13

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

EAD: COMO IDENTIFICAR BOM CURSO.

Ops, como sei que este é um bom curso a distância?

Por Celso Roberti
Difícil, não? O termo “bom” nos remete a qualidade, e por qualidade estamos falando em atender às expectativas. É básico, vale para qualquer área, mas a primeira coisa que precisamos definir é qual o nosso objetivo com o curso.

E exatamente por isso é muito difícil falarmos o que exatamente é “bom”. Porém, podemos sim, estabelecer critérios para tomar uma decisão, e com base nesses seguir o melhor caminho.

O primeiro ponto que deve ser analisado é o status do credenciamento junto ao MEC (exceção feita aos cursos livres). E, para isso, o próprio MEC disponibiliza em seu site, na secretaria de Educação a Distância, uma ferramenta de busca que permite a um usuário ver quais são estas instituições. Inclusive permite a busca por regiões.

Regiões? Soa estranho se estamos falando em EAD, não? Mas isso nos leva ao segundo ponto de análise, que diz respeito aos pólos. Conforme determinação do MEC, avaliações, apresentações específicas de projetos, devem ser realizadas presencialmente nestes locais que são chamados de pólos. Além disso, esses pontos de presença têm por finalidade servir de base ao estudante, onde poderá contar com computadores e biblioteca (sim, pode ser até aquele local onde você fuja do ambiente de casa ou trabalho para estudar em paz). Portanto verificar onde a instituição tem um pólo é fundamental para a sua decisão. Isso impacta diretamente nos investimentos planejados. Além disso, é sempre bom visitar o pólo para ver como a instituição se preparou para recebê-lo.

Outro fator importante: qual a relação entre professores (ou tutores) por aluno? Como será a disponibilidade deles para atendimento a dúvidas e acompanhamento do desenvolvimento do participante? Não se esqueça: no presencial você sabe que entrará em uma sala e lá terá um professor por um determinado período. O mesmo deve ser buscado na EAD. Você pode escutar desde um professor para cada vinte alunos, até cento e cinqüenta! Lógico que isso impacta nos investimentos, mas pode ser um ponto primordial para você. Voltamos ao nosso objetivo com o curso, não?

E, claro, suas características pessoais. Maior essa relação, menos tempo de professor à sua disposição, maior necessidade de auto-instrução, maior necessidade de prévio domínio do que será abordado. Quais ferramentas você terá para contato? Fórum, atendimento personalizado, chat, respostas às dúvidas por e-mail... Tudo isso irá ajudá-lo a entender como a instituição o apoiará. E vale aqui uma dica: toda e qualquer solicitação sobre o curso, faça por e-mail, e você verá quão ágil a instituição é no mundo virtual. Eu já cheguei a esperar mais de uma semana ;-) ...

Mas o professor trabalha com conteúdo, não? E vamos ao nosso quarto ponto: vale a pena entender como é o material, se há material impresso, se será tudo on-line e a impressão ficará por sua conta, se haverão aulas em vídeo e como essas ficarão disponíveis. Se essas aulas serão síncronas (falamos disso no artigo anterior) e como você pode ter acesso posterior. Se puder ter um exemplo de uma aula complera, melhor ainda.

Existem mais critérios? Sim, mas com isso já dá para se ter uma boa noção do comprometimento da instituição com o ensino e tirar suas conclusões. E, não vamos esquecer: EAD, mundo on-line, virtual. Faça uma pesquisa, google it,converse com estudantes da instituição, busque os resultados desses de acordo com os objetivos que você estipulou lá no início e.... Boa sorte em sua busca!

"ENEM DOS PROFESSORES" PODE AGILIZAR CONTRATAÇÃO PELAS REDES.


Mínimo denominador comum
Ao investir na criação de uma matriz para o ingresso na carreira docente, "Enem dos professores" deverá definir critérios mais claros para a formação
"Uma profissão que tem claros os parâmetros de seu exercício ideal é reconhecida e legitimada na sociedade." Assim começa a apresentação do texto do Marco para la buena enseñanza (marco para o bom ensino), documento publicado pelo Ministério da Educação do Chile em 2003 com o objetivo de nortear a busca pela melhoria na formação do professor e na qualidade de ensino daquele país. Sete anos depois, esse documento ajudou a compor, no Brasil, as bases da produção de uma matriz que terá como objetivo selecionar os melhores profissionais para fazer parte da carreira docente.

Para um país como o Brasil, que luta para vencer o desafio de oferecer uma Educação Básica de qualidade, a evolução do ensino público passa, necessariamente, pela escolha dos professores mais bem preparados para a tarefa de formar crianças e adolescentes. Um profissional que conheça a fundo o conteúdo que está ensinando, que saiba discernir qual o melhor método de ensino para cada turma, que tenha conhecimento sobre os processos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, entre outras atribuições que possam constituir o que se entende por um bom professor.

Essas habilidades são algumas que compõem o modelo que o governo federal está implantando com a criação do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que selecionará os candidatos a professor da educação infantil e das séries iniciais do fundamental. Esse exame consistirá numa prova única e de periodicidade anual, com abrangência em todo o país, nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O concurso não é obrigatório, e as secretarias municipais ou estaduais que optarem por utilizá-la devem fazer a adesão e, a partir daí, todos os interessados em seguir a carreira docente poderão utilizar a nota para preencher as vagas que eventualmente forem abertas. Será possível se inscrever para vagas em mais de uma cidade.

Com esse sistema, as redes - especialmente as de municípios de pequeno ou médio porte - não precisarão mais esperar pelo acúmulo de cargos vagos para abrir um concurso, reduzindo assim a necessidade de contar com professores temporários por mais tempo e em maior quantidade que o necessário. Ao mesmo tempo, as secretarias economizam nos altos custos necessários para formular e aplicar um exame (ou contratar uma empresa que possa fazê-lo) e têm a garantia de que estarão fazendo parte de uma prova que, de fato, pretende selecionar os melhores candidatos para a docência.

A formulação do exame para chegar aos melhores candidatos está sendo baseada em uma lista formulada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a partir de estudos acadêmicos sobre o currículo nacional e de experiências de países não só com os melhores índices em avaliações internacionais, mas que passaram por um debate nacional para formular um padrão de bons docentes, como é o caso do Chile. Também foram analisados documentos como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e diversos outros materiais e manuais. A equipe do Inep também realizou reuniões com especialistas, representantes de classe, professores e diretores - alguns vindos de escolas que obtiveram os melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Além disso, até julho o documento com os referenciais estava aberto para consulta pública no site do instituto.

"A nossa proposta foi chegar a fatores que poderiam indicar um bom professor por meio de um exame escrito", diz Gabriela Moriconi, coordenadora-geral de Instrumentos e Medidas Educacionais do Inep. A ideia do exame surgiu de uma demanda de estados e municípios que não conseguiam estabelecer métodos para contratação e mesmo avaliação dos quadros docentes, e acumulam vagas ocupadas por professores temporários. Com o novo método, diz, será possível abrir um edital para preencher cinco ou seis vagas, por exemplo. A primeira portaria foi encaminhada em maio de 2009 e desde então está sendo analisada e remodelada para chegar ao que Gabriela chama de "nível de detalhe", ou seja, a matriz final para a formulação do banco de questões do exame.

Estratégias em aberto
O documento com os referenciais divulgado pelo Inep para a consulta pública aponta para a definição de padrões que proporcionem "um marco para orientar as políticas de seleção, formação, avaliação e desenvolvimento na carreira do magistério". Esses padrões, baseados em sistemas internacionais, também devem ressaltar a importância do professor como alguém que precisa ter conhecimentos e habilidades específicas, que "não podem ser substituídos por mera boa vontade ou pelo desejo de trabalhar com crianças". "São fatores comuns (para um bom professor) mesmo em sistemas de ensino tão distintos", afirma Gabriela. O Inep consultou os padrões dos seguintes países, além do Chile: Austrália, Canadá, Cingapura, Cuba, Estados Unidos e Inglaterra, a partir dos quais chegou a uma lista de 20 características que compõem o perfil do bom professor.

Entre elas, destacam-se fatores básicos, como o domínio do conteúdo e o conhecimento sobre o sistema educacional, e também habilidades mais amplas, como o uso de métodos que promovam o desenvolvimento do pensamento no aluno e a comunicação com os pais. O Inep reconhece as limitações da prova escrita e prevê que, se necessário, as secretarias podem utilizar a nota do exame para complementar outros processos seletivos, como análise de currículo, entrevista e prova prática.

O Inep também não pretende direcionar o conteúdo da prova de maneira que algum método de alfabetização ou linha de ensino em particular sejam privilegiados. "Os professores devem conhecer os vários métodos e as várias abordagens, mas não é atribuição do Inep escolher qual é o melhor", afirma.

Para a pesquisadora Bernadete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, essa é a postura que deve ser seguida. "A matriz deve ser ampla e abordar fundamentos. Deve ser bem eclética e não pode privilegiar apenas um olhar. Não temos nada na pesquisa educacional que mostre que um caminho é melhor que o outro. O bom professor deve ter várias alternativas, pois cada classe exige estratégias diferentes", ressalta.

Na opinião de Flávia Medeiros Sarti, do Departamento de Educação da Unesp de Rio Claro, o exame não poderia ter a função de direcionar o método de trabalho. "Na história da pedagogia há uma obsessão recorrente por um método universal", diz. Apesar disso, a experiência tem mostrado que o ensino mais eficiente deve partir de uma atividade de criação própria, forjada a partir do conhecimento da história e das diferentes possibilidades disponíveis. "O professor deve ter uma relação especial com o outro e com o conteúdo, para que ele crie seu trabalho. O ensino é uma atividade criativa", afirma.

Exigências superficiais
Por enquanto, a experiência brasileira mostra que esses padrões desejados ainda pertencem ao campo das ideias. Um estudo da própria Fundação Carlos Chagas, publicado em março de 2009, mostra que os concursos públicos para contratação de professores no país buscam, em grande parte, verificar o conhecimento do candidato a respeito do funcionamento dos sistemas educacionais e da legislação - e pouco ou quase nada sobre as práticas docentes. O estudo "Formação de professores para o Ensino Fundamental: estudo de currículos das licenciaturas em pedagogia, língua portuguesa, matemática e ciências biológicas", organizado por Bernadete Gatti e pela pesquisadora Marina Muniz Rossa Nunes, analisou 35 editais de concursos públicos (14 estaduais e 21 municipais), divulgados entre 2002 e 2008, de todas as regiões brasileiras.

Uma das conclusões do estudo é a de que exigência de domínio do conteúdo se concentra em algumas questões básicas de língua portuguesa, como gramática e interpretação de texto, mas pouco se exige de conteúdo de matemática. Já em relação às "didáticas específicas" e às "metodologias de ensino", pouco é exigido. "As questões classificadas nessas categorias aparecem em quase todos os concursos, porém são poucas e não pesam na distribuição das provas", aponta o estudo. Ainda assim, quando surgem, são superficiais e não contemplam a relação entre teoria e prática. "(...) o comum são as questões se aterem a uma teorização totalmente descolada de significado mais concreto, referindo-se a um jargão ou nomenclatura específica, que pouco traduzem o que o candidato sabe sobre como ou por que trabalhar com as crianças e os conteúdos com esses fundamentos", aponta o texto.

Diante dessas conclusões, o consenso entre Inep e especialistas aponta para um processo seletivo capaz de detectar o quanto o futuro professor é capaz de aproximar o conhecimento teórico ao cotidiano da sala de aula. Para a pesquisadora Anna Helena Altenfelder, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a atividade docente pressupõe um professor que, em primeiro lugar, saiba planejar e, em seguida, seja capaz de pensar estratégias para organizar a situação de aprendizagem. "O conhecimento teórico permite ter clareza. O professor precisa saber qual método usar em cada situação, lançar mão da observação para fazer mudanças, levar em conta aspectos sociais e afetivos", ressalta.

A prova escrita também deve ser capaz de identificar a desejada capacidade criativa do professor, uma habilidade necessária para lidar com realidades tão distintas como as presentes nas escolas brasileiras. Para Flávia Sarti, da Unesp, o exame tem méritos ao regulamentar as bases da seleção do professor, mas a discussão deve levar em conta a falta de estrutura de algumas escolas ou redes para que essas práticas sejam aplicadas. "Quando falamos em um perfil nacional, me incomoda saber que é um perfil único para um país tão grande e heterogêneo. O mesmo perfil vale tanto para uma escola da cidade de São Paulo quanto para uma do interior do Piauí? E mesmo dentro de uma cidade temos realidades diferentes", afirma. Para a professora, a prova escrita poderá, sim, ser "muito interessante", mas como complemento ao processo de seleção.

Anna Helena concorda que o exame não pode ser um instrumento único para tentar melhorar o nível dos professores e do ensino como um todo, embora seja importante deixar claro quais são os parâmetros desejados para ingressar na carreira e sirva como subsídio para a aplicação de outras políticas. "Como medida isolada, é inócuo. Só será válido se estiver atrelado ao direito de uma escola de qualidade", diz.

Cobrança de conteúdo
Os temas apresentados como referenciais pelo Inep também procuram dar ênfase ao domínio de conteúdos específicos e das práticas de ensino, algo que costuma ser pouco explorado pelos concursos públicos. Como consequência imediata, quem tem a tarefa de ensinar língua portuguesa, matemática, história, ciências, também não é capaz de compreender os conteúdos dessas disciplinas de maneira satisfatória. "A atividade docente consiste em saber o que ensinar e como ensinar, as duas dimensões integradas", afirma Anna Helena, que acredita haver um problema sério de desconhecimento do conteúdo entre os professores das séries iniciais. Para Flávia Sarti, essa é uma defasagem decorrente da própria formação básica do professor, o que configura um círculo vicioso perverso. "Tentamos assegurar que esses professores dominem o conteúdo, mas a relação também deve ser diferente. O ensino pressupõe uma compreensão 'para além' de apenas saber o
conteúdo", aponta.

No caso dos professores polivalentes, responsáveis pelos primeiros anos do ensino fundamental, as lacunas aparecem de maneira ainda mais crítica - e o curso de pedagogia, na grande maioria das vezes, não consegue recuperar esse tempo perdido. De acordo com Marisa Garcia, que dá aulas nos cursos de graduação e pós-graduação do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, seria o cenário ideal se a universidade conseguisse dar conta de reforçar a formação inicial dos alunos, mas não há nem tempo previsto para esse fim nos currículos. "Precisamos, antes de tudo, de uma política educacional que dê conta da formação básica. Vejo como uma saída as instituições de ensino superior oferecerem cursos de extensão para preencher essas lacunas na formação", diz.

No caso específico da educação infantil, identificar habilidades e o conhecimento dos conteúdos parece ser uma tarefa ainda mais delicada. Maria Angela Barbato Carneiro, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista na área, acredita que o candidato a docente precisa ter um perfil de observador atento do universo das crianças, além de saber estimular a criatividade e impor limites. "Na prática, existe um preconceito contra o professor de educação infantil. A brincadeira é extremamente importante para o desenvolvimento e a socialização, e as situações precisam ser planejadas para cada etapa", explica.

Repensar a formação
A criação do exame deve, em médio e longo prazo, provocar um impacto na formação de professores e, acredita-se, essa mudança será para melhor se for baseada em uma matriz referencial amplamente discutida e aceita. "(O exame) precisa medir esses conhecimentos, mas também deve oferecer subsídios para pensar a própria escola", afirma Anna Helena, do Cenpec. Em princípio, a pesquisadora Bernadete Gatti tinha dúvidas sobre a implantação da prova. Ela tinha receio de que os cursos de formação de professores pudessem se transformar em "cursinhos" para a prova, em vez de melhorar as práticas e os currículos. "A grande lacuna na formação se refere a questões ligadas a práticas pedagógicas e seus fundamentos. O professor não tem repertório que lhe permita planejar aulas, escolher métodos, selecionar livros didáticos", afirma.

Flávia Sarti espera que os cursos comecem a se reestruturar em função das diretrizes, principalmente em relação às demandas que a cada dia surgem no cotidiano da sala de aula. "A nossa experiência mostra professores muito angustiados com a quantidade de tarefas que têm para dar conta. Há uma inflação de projetos que chegam à escola sem que isso esteja planejado e as demandas ultrapassam o que se concebe como função docente", relata. Para ela, tão importante quanto selecionar bem seria criar dispositivos de auxílio à iniciação na carreira, como o acompanhamento de tutores. "É uma questão de dar início à cultura escolar, ter próximo alguém experiente para discutir, tirar dúvidas, procurar caminhos", sugere.

A distância entre a formação nas instituições e a realidade escolar também pode ser diminuída com uma atenção maior aos estágios, de preferência na rede pública, e o acompanhamento de professores na sala de aula. "A formação precisa contemplar uma dimensão prática", afirma Marisa, do ISE Vera Cruz. Um exame que esteja atento a essa visão pode ser mais interessante para a carreira docente. "Sabemos o quanto é importante a história da educação, a sociologia, mas essas disciplinas precisam conversar com o dia a dia das aulas e mesmo entre elas", ressalta.

Pensando nas próximas gerações
Maria Angela, da PUC-SP, espera que o exame possa trazer contribuições para valorizar a profissão, especialmente se a prova for pensada em conjunto com uma formação continuada, inclusive com a utilização da tecnologia, como o uso de cursos a distância ou semipresenciais. "Investir em educação significa investir em tudo: qualificação, remuneração, infraestrutura. O professor é a peça mais importante nesse processo e as políticas públicas devem pensar nele tanto para melhoria profissional quanto pessoal", defende.

Ao longo de 2011, quando os primeiros professores selecionados por meio do exame começarem a trabalhar na prática e a relatar suas experiências, será possível começar a medir o quanto a preocupação ampla e articulada com a carreira docente pode trazer de boas notícias para as próximas gerações. Não só de alunos, mas também
de professores.

Próximos passos

A consulta pública sobre os referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, encerrada no início de julho, teve a participação de quase 1.600 pessoas e 90 instituições, de acordo com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A matriz final deverá estar pronta entre setembro e outubro, para que então as questões sejam formuladas para a prova de 2011 - ainda sem data definida. A expectativa é que em longo prazo haja um grande banco de dados de questões, que poderia ser utilizado para, por exemplo, ajudar a compor a prova de uma rede que deseja avaliar outros conhecimentos específicos.

Segundo a coordenadora-geral de Instrumentos e Medidas Educacionais do Inep, Gabriela Moriconi, um "segundo momento" do exame prevê a ampliação da prova para os anos finais do fundamental e para o ensino médio, incluindo os candidatos a professor das disciplinas específicas. Durante as discussões com especialistas e representantes de secretarias e escolas, também foi proposta a ideia de mudar o nome de "exame" para "concurso", mas ainda não há consenso sobre o assunto.


Agora a valorização?

A concepção de um padrão nacional para o ingresso de professores na carreira docente poderá ter como reflexo positivo a valorização da profissão diante da sociedade. Isso porque, a partir de uma seleção mais bem planejada, será necessário oferecer a esses novos professores as ferramentas adequadas para o cotidiano da sala de aula e para a própria formação. "Depois que o exame selecionar os melhores professores, em que condições eles desenvolverão seu trabalho?", questiona Flávia Medeiros Sarti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro. Para ela, o fato de saber o que a sociedade espera do professor deverá delimitar as funções docentes e suas necessidades com mais clareza - uma queixa recorrente da categoria.

Os referenciais para o exame também poderão estar de acordo com o que se espera da escola - e da profissão - no mundo contemporâneo, com desafios que nem sempre a formação consegue acompanhar. No livro Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente, José Carlos Libâneo estabelece dez pontos sobre "novas atitudes docentes" para lidar com as questões da sociedade atual. "Não só o professor tem seu lugar, como sua presença torna-se indispensável para a criação das condições cognitivas e afetivas que ajudarão o aluno a atribuir significado às mensagens e informações recebidas das mídias, das multimídias e formas variadas de intervenção educativa urbana."


Conteúdos da prova

Para organizar o conteúdo que será cobrado no Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, o documento para consulta pública divulgado pelo Inep traz uma lista com 16 temas, gerais e específicos, que devem servir como "guia" para a concepção da matriz final. A equipe técnica se baseou nos principais documentos que regulam o sistema educacional brasileiro, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), além de materiais de referência nacionais e internacionais. Cada um dos temas foi também desdobrado para chegar às habilidades e conhecimentos que poderiam ser cobrados por uma prova escrita.

Temas gerais
- Direito à educação;
- Políticas educacionais vigentes;
- Processo de desenvolvimento humano e aprendizagem;
- Planejamento pedagógico;
- Estratégias, abordagens, atividades e recursos pedagógicos;
- Avaliação pedagógica;
- Adaptações curriculares para o atendimento de alunos com necessidades especiais.
Temas específicos
- Leitura e compreensão de textos;
- Produção de textos (a ser verificada por meio de redação);
- Ensino de língua portuguesa;
- Conhecimento matemático;
- Ensino matemático;
- Conhecimento em ciências sociais e naturais;
- Ensino de ciências sociais e naturais;
- Educação infantil;
- Educação de jovens e adultos.

REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 160
Gabriel Jareta

"ENEM DOS PROFESSORES" dos professores" pode agilizar contratação pelas redes